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CICLOTURISMO: DE CANANÉIA ATÉ GRAMADO PARTE 2


Por: André Alécio

3 de Janeiro de Barra do Sul até Penha 55 km

Saimos cedo de Barra do Sul, por volta das 7:30 ja estavamos na estrada, queriamos pedalar cedo e por volta do meio dia, estar em nosso destino que neste dia era a cidade de Penha. Pedalamos sem tomar café da manhã por uma bela estrada de areia, e terreno plano mas com muitas costelas de vaca e buracos que nos obrigavam a ir devagar até a vila de Itapocu, nesta estrada tinham poucas costruções e só nesta vila nós encontramos uma venda onde comemos algo, o dono do local, um senhor muito simpatico nos atendeu muito bem e se admirou quando soube que queriamos chegar em Gramado no RS, aproveitou e nos deu laranjas e agua bem gelada.
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Na estrada de terra próximos a Itapocu
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Rio que acompanhava a estrada

Seguimos em frente e com mais 10 km de estrada que neste trecho ja não tinha tantos buracos passamos por toda a vila, admirando as belas paisagens que havia no local, com rio, fazenda e belas casas, e chegamos na BR 101 pedalamos uns 2 km na BR e entramos na primeira entrada da cidade de Barra Velha. Pedalamos pelo interior da cidade e não demorou para chegarmos a beira mar. Fomos costeando o mar pelas avenidas, o sol brilhava dando um colorido especial nas belas praias. Passamos pela orla de varias praias até não dar mais e tivemos que andar por outra avenida, onde sem perceber ja estavamos entrando no balneario de Piçarras, neste trecho novamente conseguimos pedalar pela rua da praia paramos para um descanço rapido em uma barraca de agua de coco ali ja avistavamos a cidade de Penha. Voltamos a pedalar e logo entramos em Penha ( nesta região as cidades se juntam uma a outra). Em penha pedalamos por varias avenidas algumas com ciclovia e depois de muito perguntar chegamos no camping Flamboyã localizado na praia de Armação. Montamos as barracas e fomos a praia, mas esta não nos agradou muito ( mar parado, muitas algas na areia deixando o ar com cheiro ruim e muitos bascos de pescadores). Fomos procurar um restaurante onde comemos. No restaurante haviam redes e nós aproveitamos para descansar, acabamos dormindo até as 6 horas da tarde e saimos para uma caminhada nas praias proximas depois ficamos em um barzinho proximo ao camping até antes de irmos dormir.
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Na entrada de Barra Velha
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Estatua do Surfista em Barra Velha
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Praia de Penha

4 de janeiro de penha até Balneario Camboriu 44 km

Acordamos e saimos por volta das 8:30 da manhã, paramos para tomar café em uma padaria, este, que demorou mais de 30 minutos, isso porqe haviamos pedido apenas café e pão de queijo e eramos os unicos clientes do local. Saimos pedalando, e logo estavamos em frente ao parque tematico do Beto Carreiro, tiramos algumas fotos, e saimos em direção a Navegantes, não demorou para estarmos pedalando na orla da cidade, pedalamos por toda ela, debaixo de um céu cinza e no final da orla pegamos algumas ruas e ja estavamos na balsa com destino a cidade de Itajai, a travessia desta balsa todos tem que pagar, mesmo estando a pé, para quem esta de bicicleta o preço é 1,30 reais. A travessia foi rapida e nós pedalamos por varias avenidas de Itajai, pegamo uma grande avenida com algumas subidas e transito carregado, e descemos para a cidade de Balneario Camboriu cidade grande com numero intenso de turistas. Fomos a orla da praia e vimos que teriamos que encarar o transito em uma rua estreita pela contra-mão, preferimos pegar outra avenida por dentro da cidade esta que tambem era muito movimentada, fomos “costurando” o transito até chegarmos novamente na BR 101, apenas a atravessamos para pegar a avenida Interpraias que nos levou a varias praias menores e mais desertas que a do centro da cidade. A avenida Interpraias tem muitas subidas, mas as paisagens são muito bonitas, paravamos para entrar nas praias para conhece-las e tambem nos mirantes para admirarmos o visual das praias.
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No Beto Carreiro
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Chegando em Navegantes

Chegamos a praia do Pinho, praia que é frequentada por naturistas. Chegamos no portal da praia e o garoto queria nos cobrar 5 reais de cada um para entrar na praia. Achamos esta cobrança muito abusiva, ja que a praia é para todos. Ao ver que não iriamos pagar o garoto tentou cobrar 5 reais (os três) mesmo assim viu que não estavamos dispostos a pagar, dai o proprio garoto nos indicou uma trilha onde poderiamos entrar de graça na praia. Chegamos na praia carregando as bikes e vimos muitas pessoas nuas por ali, nós ( de roupa) fomos para um barzinho onde tomasmos cerveja e depois ja que não havia tanta platéia resolvemos entrar mais a vontade no mar. Em seguida saimos da praia e pegamos mais uma boa subida até chegarmos na praia do Estaleiro onde encontramos um camping nos instalamos e comemos, ficamos por lá conversando com outros campistas ja que uma garoa se iniciava. Fomos dormir cedo neste dia.
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Uma das praias da avenida Interpraias
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Praia do Pinho

CONFIRA O VIDEO DA SEGUNDA PARTE DA VIAGEM
Imagem de Amostra do You Tube

5 de Janeiro Balneario Camboriu

Este foi mais um dia de passeio na viagem, estavamos curtindo o esquema de viagem onde pedalavamos dia sim dias não, só davamos sequencia nos dias pedalados quando não achavamos o local interessante. tiravamos um dia na cidade para conhece-la pelo menos um pouco. Falando em “cidades de parada”Balneario Camboriu tem muitas atrações turisticas impossivel conhecelas em 2 dias mas não queriamos perder a oportunidade de curtir alguma das atrações do local. Logo cedo aproveitamos para conhecer e mergulhar na praia do estaleiro, uma linda praia praticamente deserta mesmo sendo em janeiro, foi inevitavel um mergulho nas aguas calmas desta praia. Por volta do meio dia pegamos um onibus com destino ao centro, lá, demos uma boa caminhada pela orla e almoçamos em um restaurante. No final da tarde andamos de teleferico que leva para o alto do morro e em seguida desce para a praia de Laranjeiras, no alto do morro você pode fazer sua parada e passear por trilhas e admirar a paisagem das praias em varios mirantes.
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Do alto do morro vista da praia das Laranjeiras

O local em meio a mata atraltica preservada, com loginhas de chocolate e sorveteria, tem tipo uma montanha russa (trenó), onde o Mafra e o Eliseu aproveitaram para curtir. Valeu a pena ter subido ali e depois ter conhecido o local.
De volta ao centro da cidade, aproveitamos para curtir um pouco da noite, andamos por uma movimentada avenida cheia de turistas e fomos em uma rua ( calçadão) onde tomamos umas caipirinhas, foi bem bacana queriamos aproveitar mais, porem tivemos que ir embora pois dependiamos do horario do onibus que passava até as 11 da noite. O onibus que voltamos deu uma volta imensa até chegarmos novamente ao camping onde chegamos por volta da meia noite e fomos dormir.

6 de janeiro de Balneario Camboriu até Bombinhas 32 km

Depois de uma noite chuvosa, acordamos e desmontamos nosso acampamento e arrumamos os alforges, todo dia é esta novela, desmontar tudo e organizar a bagagem na bicicleta, é algo que da trabalho e requer paciencia, a preguiça bata e tem hora que não dá vontade de desmontar as coisas, mas quem esta na estrada e quer continuar a conhecer as cidades não pode desanimar. Neste dia pedalariamos pouco e acabamos saindo um pouco mais tarde que de costume, eram por volta das 11 horas da manhã quando saimos do camping e por sorte, a chuva que caiu durante quase toda a noite, havia ido embora e o ceu mesmo cinza não aparentava chuva. Nos despedimos do pessoal que estava acampado e marcamos com Adgmar um dos campistas um possivel encontro na cidade de Florianopolis.
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Na praia de Itapema

Saimos pedalando em direção a Bombinhas e pegamos mais 4 km da avenida interpraias, com um morro bem ingrime logo no começo do dia. Chegamos pela segunda vez na viagem na BR 101 na qual pedalamos mais uns 4 km ( estrada duplicada e com um largo acostamento) até a cidade de Itapema, onde pedalamos pela orla da praia e tambem na avenida paralela que em alguns trechos tinha ciclovia. A praia da cidade de Itapema lembra as praias da cidade de Santos, orlá grande e urbanizada é possivel pedalar pela areia, mas como haviam muitos banhistas preferimos as avenidas e ciclovias. Pegamos algumas avenidas movimentadas em um terreno bem plano e ja estavamos entrando na cidade de Porto Belo, que assim como Itapema, tem uma praia de orla grande mas pareceu ter poucos atrativos para os visitantes.
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Praia de Porto Belo

Pegamos uma estrada com grande movimento de veiculos e pouco acostamento entramos em um ponto de apoio ao turista onde pegamos um mapa de Bombinhas, voltamos a estrada subimos e descemos uma serra, que não era muito extensa, mas bastante ingrime e chegamos na cidade. Bombinhas é um balneario muito bacana tem sua localisação privilegiada ( é um braço de terra q entra no mar pelo que deu pra entender no mapa) com muitas praias e casas de veraneio, a cidade fica lotada no verão principalmente de argentinos. Ficamos em um camping que o Eliseu ja conhecia, um pouco afastado das praias, simples mas bem bacana e depois de montar as barracas, fomos de bike para as praias de bombas e bombinhas onde almoçamos e ficamos até tarde curtindo as praias e pedalando pelas avenidas. De volta ao camping fizemos um lanche a noite e o Gustavo ( amigo de SP ) me ligou dizendo que embarcaria aquela noite no onibus para nos encontrar no dia seguinte em Bombinhas. Legal ter mais um colega na viagem.
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Chegando em Bombinhas

7 de Janeiro Bombinhas SC

Depois do café pegamos as bikes para fazer um passeio pelas praias da cidade, algumas eram um pouco longe mas sem o peso nas bikes o pedal foi tranquilo, de inicio conhecemos umas três praias com nada de tão especial, depois seguimos por uma estrada de terra que nos levaria para a praia de Tainhas, nesta estrada tinha uma subida ingrime e em seu topo um mirante de 360 graus com vista para quase todas as praias da cidade, a subida fui puchada mas valeu a pena ter conhecido este mirante, apesar do tempo nublado foi possivel avistar até um trecho de Florianópolis.
Na volta da estrada o Mafra teve um pneu furado e descobrimos um pequeno rasgo no pneu, fizemos um remendo no pneu para quebrar o galho e continuamos a conhecer outras praias até chegarmos novamente ao centro onde almoçamos e encontramos com o Gustavo que ja estava hospedado no nosso camping e veio nos encontrar no restaurante, aproveitamos para curtir o final da tarde na praia de Bombinhas. De noite devido a chuva não saimos para conhecer os barzinhos da cidade que rolavam musica ao vivo, acabamos indo dormir cedo.
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visual de 360°

8 de Janeiro Bombinhas até Florianópolis 95 km

Este foi um dia de BR 101, estavamos preocupados em passar por grandes trechos na BR 101, no planejamento da viagem sempre procuramos desviar da BR, mas vimos que a estrada apresenta um bom acostamento ( nesta região) e seria mais rapido do que desviar por outro caminho que na verdade nem sabiamos se existia.
Na saida de Bombinhas, agora com mais um integrante no grupo, tivemos que voltar para Porto Belo, e fazer parte do caminho que haviamos feito a 2 dias atras. Não gosto em cicloviagens em voltar pelo mesmo local da ida, mas neste trecho não tivemos escolha. Subimos a serra na saida de Bombinhas, atravessamos Porto Belo e chegamos na BR 101 desde a saida de Bombinhas até a BR pedalamos cerca de 20 km. Entramos na BR dividindo o espaço com carros onibus e principalmente caminhões, estes ultimos são maioria na estrada. Debaixo de um céu cinza com cara de chuva fomos pedalando em um bom ritmo na estrada, quando um caminhão nos ultrapassava, nos empurravam para varias direções devido ao vacuo. Não haviam subidas na estrada e conseguimos atingir boa media de velocidade.
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Gustavo em seu primeiro dia de pedal

O Gustavo que estava no seu primeiro dia de viagem sentiu o ritmo alegando o peso dos seus alforges e nós parava-mos para espera-lo de inicio. Em uma dessas paradas, em frente a uma casa um rapas apareceu nos oferecendo agua e dando dicas da região, do outro lado da estrada avistavamos o mar e a ilha de Florianopolis, este rapaz nos disse que seria possivel ter pego um barco na cidade de Celso Ramos para a Praia da Daniela no norte de Florianopolis, mas ja haviamos passado a entrada da cidade, ( fica ai a dica para quem quer fugir da BR). Por grande parte da estrada não encontramos vendas nem postos de gasolina, agradecemos muito este rapaz que alem das dicas nos deu agua pois a nossa ja havia acabado.
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Próximos a Florianópolis

Continuamos eu e o Mafra pela estrada e depois de alguns quilometros encontramos uma venda onde paramos para comer algo e esperar o Eliseu e o Gustavo. A medida que nos aproximavamos da entrada de Florianopolis o transito aumentava, fazendo lembrar qualquer outra grande cidade do Brasil como SP por exemplo. Tivemos dificuldades para atravessar avenidas devido ao transito. E pedalar pela avenida que nos levou a ponte. Depois de uns 6 km que saimos da BR 101 estavamos proximos a ponte, paramos no centro de informações ao turista para pegarmos dicas de camping e o mapa da cidade. Teriamos que ir até o camping na barra da Lagoa a 25 km da ponte.
Para entrar na ilha pegamos o caminho por debaixo da ponte que é proprio para pedestres e ciclistas ( é proibido passar de bike por cima da ponte) o gustavo que veio mais atras, não viu esta entrada propria para as bikes e chegou em floripa por cima da ponte, junto ao transito caótico.
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Na ponte de Floripa

Entramos na cidade e pegamos uma ciclovia a beira do mar, um lugar muito bonito. Tivemos dificuldades de encontrar as avenidas que nos levaria a Barra da Lagoa, o Gustavo preferiu ir almoçar e se hospedou no centro da cidade, eu, Mafra e Eliseu, continuamos e ainda tivemos que encarar duas grandes subidas, em uma delas um carro passou businando para nós e parou logo na frente. Era Adgmar e sua familia que tinhamos conhecido em Camboriu e ali nos alcançara novamente. Conversamos um pouco e decidimos nos encontrar de noite. Passamos pela bela Lagoa da Conceição e pela praia Mole até achar o camping, optamos por uma kitnet já que o preço era bom ao invés da barraca.
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Eliseu já na ilha
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No mirante próximos a Lagoa da Conceição

De noite fomos jantar eu e o Eliseu fomos dormir e o Mafra se encontrou com Adgmar e sua familia.

9 de Janeiro Florianópolis

Com as bicicletas sem peso resolvemos conhecer o lado norte da ilha. Minha maquina pifou e fiquei sem as fotos das praias dos Ingleses, Canasvieiras e Jurere. O passeio foi muito bom, com paradas para banho de mar, comer, tomar suco, cerveja, e na praia do Jurere Internacional, que é um local bem chique, nos encontramos com o Gustavo, e por ali ficamos curtindo. Este passeio pelo norte de Florianopolis nos rendeu 80 km ida e volta em um terreno asfaltado e praticamente plano. De noite ficamos em nossa kitnet, fizemos macarronada e descançamos.

10 de janeiro Florianopolis

Tiramos o dia para conhecer a praia mole e curtir o local. Praia bonita e com um povo jovem, apesar do dia chuvoso, foi muito bom ter ficado por ali, o gustavo tambem ficou com agente. Foi um dia de descanso para as bikes que tiveram um trato especial pela manhã principalmente as relações que estavam com muita areia acumulada.
Na praia mole tem alguns bares e no final da tarde quando a chuva apertou, ficamos em um desses bares onde tinha Dj e gente bonita. Nos encontramos com um colega do Mafra e fomos conhecer a praia da Joaquina, outra famosa e bela praia de Florianopolis.
De noite mais uma vez acabamos não saindo e fomos dormir cedo.
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Passeio para o norte da ilha
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Com o Gustavo na praia de Jurere

11 de janeiro de Florianopolis até Guarda do Embau

Este foi um dia de certa preocupação pois não sabiamos se encontrariamos um barqueiro no sul da ilha para nos levar apara a praia do sonho ja no continente proxima a Guarda do Embau, local que o Eliseu nos falava desde o inicio da viagem.
Saimos cedo, por volta das 8:30 da manhã e combinamos com o Gustavo de nos encontrarmos em Caieira da Barra Sul, local onde pegaríamos o barco para o continente.
Eu, o Eliseu e o Mafra tivemos que voltar um trecho que pedalamos no dia em que chegamos em Florianópolis, subimos um morro íngreme que sai da Barra da Lagoa em direção a praia Mole. Depois pedalamos pela rua da Lagoa da Conceição, foi um belo pedal com o sol brilhando. Foi neste trecho do caminho que mais uma vez, o mundo se mostrou pequeno. Eu vinha pedalando mais atrás dos meus dois companheiros, bem pelo canto, quando um rapaz dentro de um carro me cumprimentou gritando meu nome, quando vi, era um grande amigo da época do Cursinho pré vestibular. O Cyro que a tempos mora em Floripa e eu havia perdido o contato a algum tempo, e nem imaginava encontrá-lo por ali naquela manha de segunda feira. Ele encostou o carro e conversamos sobre a viagem, o Cyro foi um dos primeiros cicloturistas que conheci, e nós pedalamos por muitas vezes na época do cursinho pelas trilhas de Jundiaí. Foi bacana ter o reencontrado depois de tantos anos mas a viagem prosseguia…
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Mafra na Lagoa da Conceição

Falando em surpresas outra surpresa que tivemos, foi ao “descer” para o sul da ilha que nem de longe lembra a região central e norte. Muitos pastos, e locais tranqüilos foram surgindo em nossas vistas, em toda região do Alto Ribeirão até Caiera da Barra Sul, onde a estrada vai margeando o mar, na parte de dentro da ilha. Fizemos um dos mais belos pedais da viagem até este momento. Neste local, mesmo sendo verão, eram poucos turistas que víamos, e nenhum barco navegando pelo canal, nós já preocupados se encontraríamos ou não um barqueiro para nos atravessar pelo continente. A medida que nos aproximávamos da Caiera da Barra Sul, onde tem o ponto final do ônibus, já fomos informados mesmo sem perguntar, sobre o barqueiro que faz a travessia para a praia do sono, andamos mais alguns metros chegando ao ponto final do ônibus e o próprio barqueiro apareceu. Fechamos a travessia com ele 15 reais cada um, e aproveitamos a prainha antes do Gustavo chegar com sua bike.
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Alto Ribeirão

Colocamos as bikes no barco e saímos rumo a praia do sonho, mais uma vez estávamos navegando em nossa cicloviagem. O barco parou em outra praia e pegou mais algumas pessoas que estavam indo para a praia de Naufragados, outra bela praia que acabamos conhecendo, praia deserta e muito bonita, só se chega ali a pé por trilhas ou de barco, deu até vontade de ficar por ali, mas a Guarda do Embau nos esperava. Depois de deixarmos o pessoal na praia de Naufragados, atravessamos rumo ao continente uma bela região,, e logo estávamos desembarcando as bikes com alguma dificuldade na praia do Sonho, alguns banhistas olhavam curiosos os quatro cicloturistas que ali desembarcavam com suas bikes cheias de bagagem, e nós mais uma vez saímos pedalando pela areia da praia, primeiro pela praia do sonho e em seguida a praia da pinheira. Mais uns 10 km de pedal, saímos da praia, passamos por algumas ruas de areia bem esburacadas e não demorou a estarmos na Guarda do Embau, uma das mais belas praias que conhecemos em toda a viagem. Encontramos um camping para ficar onde os donos eram muito gente fina, nos instalamos, fomos almoçar e curtir o belo por do sol próximo da praia.
De noite saímos na vila e curtimos um som ao vivo em um dos barzinhos locais, que apesar de ser uma segunda feira estava cheio de gente.
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Galera no barco
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Mafra rumo ao sul da ilha
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Por do sol na Guarda do Embau

12 de janeiro guarda do Embau

Ao acordarmos decidimos ficar curtindo a praia e não prosseguir viagem, já que o dia amanheceu com céu aberto quisemos aproveitar o lugar que era muito bacana. Ficamos na praia e mesclamos banho de mar, com banho de rio durante o dia todo. Por volta das 5 horas da tarde fomos almoçar. Na volta ao camping Eu e o Mafra decidimos migrar da barraca para o apartamento do camping já que o preço era quase o mesmo. De noite fiquei com o Eliseu no camping e o Gustavo e o Mafra foram curtir a noite.
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Curtindo a praia

13 de janeiro Guarda do Embau até Laguna

Nos despedimos da galera do camping pedra do Urubu, que era muito gente fina e depois do café da manhã saímos sem destino certo rumo ao sul. De inicio foram 7 km pela estrada de paralelepípedos que nos levou da Guarda do Embau até a BR 101, e depois de pedalar por uns 10 km na BR chegamos ao município de Paulo Lopes onde pegamos uma estrada de terra muito bonita que após uma subida bem íngreme com vista para a Guarda do Embau nos levou para a praia do Siriú, onde subimos nas dunas e aproveitamos para mergulhar em uma cachoeira perto da estrada. De volta a estrada já próximos a Garopaba encontramos um cicloturista vindo do lado oposto, paramos para conversar com o Duan que vinha do Chuí com destino a Florianópolis, pegamos umas dicas com ele e chegamos após uma pedalada por uma estrada de areia bem ruim para as bikes na cidade de Garopaba, onde logo na entrada da cidade tive um raio quebrado por sorte logo encontramos uma bicicletaria e arrumamos o raio pois a roda estava rodando muito torta na bicicleta, aproveitamos para comer um salgado na padaria e logo estávamos na estrada novamente.

Na saída de Garopaba pegamos a estrada que leva para a praia da Ferrugem, conhecemos o lugar que tem muitas pousadas, campings , barzinhos e turistas, e já debaixo de chuva, continuamos na areia da praia onde atravessamos um riozinho e logo pegamos novamente a avenida de Garopaba que nos levou para a BR 101. Acabamos não conhecendo a praia do Rosa. Neste dia queríamos rodar uns 80 km para dar um adianto na viagem, e até ai tínhamos pedalados apenas 45 km neste dia, já que estava chovendo e não iríamos aproveitar a Praia do Rosa decidimos seguir em frente pela BR em direção a cidade de Tubarão.

Acabamos desviando da costa e perdendo as belezas do litoral para ficar no estresse da BR. Como estávamos a 18 dias curtindo o litoral decidimos adiantar a viagem com medo de não ter tempo para curtir a região serrana.
Saímos pela BR em ritmo acelerado, o Gustavo que pedalava em ritmo mais tranqüilo acabou ficando para trás, eu o Mafra e Eliseu, pedalamos forte na BR debaixo de chuva. A BR neste trecho estava sendo duplicada e mesclava entre pista simples com acostamento pequeno e horas com pista dupla e acostamento largo. Entramos em uma lanchonete na beira da estrada para esperar o Gustavo e pegar informações, depois de quase 30 minutos o Gustavo não apareceu, nós continuamos em frente até chegar em Laguna onde acampamos em um bar na beira da lagoa. Terminamos este dia com 93 km de pedal bem cansados.

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No plano tudo fica mais fácil.

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Depois de uma longa jornada, nada como um mergulho nas águas geladas da cachoeira.

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Caminhando na areia da praia

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2 Respostas para " CICLOTURISMO: DE CANANÉIA ATÉ GRAMADO PARTE 2 "

  1. #1 - Felipe Gonçalves says:

    Fala Mafra,
    o visual de Santa Catarina é show de bola!
    Gostei de sua pose imitando a estátua do surfista rsrs!
    Galera raçuda muitos km de bike! No meio do ano vai rolar o ironman 2010 lá em jururê internacional as inscrições estão abertas!
    Vi sua foto na lagoa da conceição e lembrei do famoso camarão “frito” no bafo vendido por lá.
    abraço!

  2. e aí amigos. muito bom saber que deu tudo certo o passeio de vcs. santa catarina (especialmente o oeste catarinense) está de braços abertos esperando vcs. parabens pela coragem e persistencia. vcs são heróis. sucesso a todos.
    a rhayssa ta mandando um beijo a vcs todos. ela chama vcs de “meus amigos”. rsrsrsr.
    valeu gente. abraço.

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