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Viagem de Trem 11 Abr 2009 06:14 am

Viagem de Trem: Trem bão…

por Irineu Nalin

Viagem realizada em 13/10/2008.

O dólar subiu. Viagem ao exterior ficou mais cara. Que tal curtir uma viagem de trem. A Estrada de Ferro Vitória Minas (CVRD) é o que sobrou, no país, no transporte diário ferroviário de passageiros de longo percurso. Para quem deseja matar saudades do tradicional meio de transporte, embarcar nessa viagem, que no destino BH, parte pontualmente às 7 horas da Estação Pedro Nolasco (seu idealizador) em Vitória, implica estar preparado: no seu inicio para o decepcionante desleixo que margeia o leito da ferrovia com grande quantidade de lixo originado de ocupações irregulares e para uma aventura de fôlego.

Apesar de a classe executiva contar com poltronas confortáveis e ar condicionado e de ser proibido nos vagões o consumo de álcool e fumo, suportar mais de 13 horas entre Vitória e Belo Horizonte - 664 km é o principal ponto crítico. Mas, existem outros que poderiam tornar a viagem mais confortável e menos cansativa e que são relacionados a questões operacionais que se melhoradas poderiam compensar a falta de atrativos turísticos do trajeto que segue grande parte o leito do rio Doce, a sua esquerda até Governador Valadares e depois a direita dele. Um rio bastante assoreado com muitos bancos de areia, mas que compensa o visual dos morros pelados que provocam esse processo, contemplando o viajante que passa pela primeira vez.

Mata nativa preservada ainda existe sim, na bacia do rio Piracicaba, afluente do rio Doce, depois de passar pelo impacto industrial do vale do aço, muito pouco. Como a manutenção dessa ferrovia está voltada principalmente para a carga de minério (que vai agregar valores e gerar empregos fora daqui) o transporte de passageiros tornou-se apenas uma atividade acessória e obrigatória para servir a população desse trajeto.

O turista saudosista de ferrovia terá tempo suficiente para curtir o trem e relaxar, se estiver preparado para ser um observador atento de seus usuários: mineiro quando viaja parece levar a casa junto e sempre com o travesseiro embaixo do braço e aquele seu jeitinho falante de ir chegando de mansinho ocupando lugares que apesar de demarcados acabam não sendo respeitados, no vai e vem, das vinte e seis paradas antes do destino final (entre outras não programadas e não anunciadas).

Nisso a bilheteria colabora muito, pois na viagem que fiz concentrou a venda de passagens na classe executiva no vagão E1, separando casais e não priorizando idosos, como determina a Lei; enquanto o E2 e E3 seguiram com poucos lugares ocupados e o E4 seguiu lacrado e vazio. Não tive acesso aos vagões da classe econômica, mas fui informado que a composição tinha ao todo 17 vagões, talvez ai uma das questões relacionadas à sua morosidade (de qualquer forma, uma evolução comparada à velocidade nos primeiros anos de operação, um século antes). Não espere muito do carro restaurante.

Nos bons tempos do transporte ferroviário, prevalecia o padrão inglês: exclusividade da primeira classe, toalhas brancas nas mesas e garçons com uniforme branco. Neste, o uniforme é marrom e o serviço é lamentável e, justamente no horário de pico do almoço, muito antes de se aproximar de Valadares o serviço é encerrado para troca de concessionária e retomado muito depois. Resumo: quem não conseguiu mesa antes das 11:30 horas só vai almoçar depois das 14:30 horas.

Quanto à qualidade da comida é bom não comentar. Embora o vagão restaurante seja uma tradição nos trajetos longos sua manutenção só se justifica com melhoria do cardápio e do atendimento ou a sua substituição, adotando-se um serviço semelhante ao das empresas aéreas, mesmo porque os carrinhos com bebidas e salgadinhos circulam o tempo todo, uma chateação.

Ao aproximar da área metropolitana de BH o sistema de som anuncia a solicitação para fechar a cortina, pois há perigo de pedras atiradas por desajustados, um vandalismo que se espalhou pelo país, mas que felizmente não ocorreu dessa vez. Depois de mais de 30 minutos do horário previsto (19:40 horas) chega-se a restaurada e bonita estação de trem de BH. Uma surpresa: um amontoado de pessoas invade a plataforma e quem desembarca tem muita dificuldade em sair; vão embarcar? Não! Vão receber parentes, oferecer serviços de taxi, etc. FIM DE LINHA.

Vai querer aventurar-se nessa? A passagem na classe executiva custa R$61,00, recomenda-se comprá-la com antecedência. No sentido inverso a partida ocorre às 7:30 horas. Vá sim, curtir esse trem e em busca da história de sua existência, movida inicialmente pelo café e depois pelo minério, a qual poderia ser resgatada através de vídeos, pois os exibidos nos vagões são poucos atrativos.

HISTÓRICO DA LINHA

A E. F. Vitoria a Minas foi idealizada por Pedro Nolasco e aberta em 1904 num pequeno trecho a partir do porto de Vitória e tinha como objetivo principal transportar as culturas da região ao longo do Rio Doce, especialmente a produção de café. Com enormes dificuldades ela foi avançando no sentido da cidade mineira de Diamantina; em 1910, empresários ingleses a compraram para eletrificá-la e transportar minério da região de Itabira, onde haviam adquirido extensas áreas de terra.

O seu objetivo passava a ser agora atingir Itabira e se encontrar com a futura linha da EFCB que partindo de Sabará atingiria São José da Lagoa (Nova Era). Isso explica a curvatura de seu traçado. Em 1919 o empresário americano Percival Farquhar a comprou e depois de inúmeras reviravoltas políticas, a estrada, afinal nunca eletrificada, foi encampada pela recém-fundada Cia. Vale do Rio Doce (CVRD) em 1942, a qual maneja a ferrovia até hoje.

Modernizou-a nos anos 1940, alterando o traçado acidentado na região de Vitória, isto depois de a linha ter finalmente se ligado à EFCB em Nova Era em 1937, Em 2002, o antigo ramal de Nova Era foi totalmente modificado e a EFVM passou a comandar a linha desde Vitória até a região de Belo Horizonte, depois de passar por Itabira, região do minério de ferro.

É a ferrovia mais rentável do Brasil e uma das pouquíssimas ferrovias a manter no País até hoje os trens de passageiros. (informações históricas obtidas na Internet e que poderiam fazer parte de um prospecto, com o trajeto, horário, paradas e outros dados de interesse turístico das localidades a ser distribuído pela CVRD aos passageiros interessados)

Mais informações históricas importantes, veja em:
http://www.asminasgerais.com.br/rio_doce/tecer/efvm/area.htm

Algumas Fotos

Vista de Vitória
Vista de Vitória

Plataforma de embarque na Estação Pedro Nolasco em Vitória
Plataforma de embarque na Estação Pedro Nolasco em Vitória

Vagão Executivo E1
Vagão Executivo E1

Rio Doce, bancos de areia e morros pelados
Rio Doce, bancos de areia e morros pelados

Trecho em que a água dá lugar ao leito de pedras
Trecho em que a água dá lugar ao leito de pedras

Fazendo a curva
Fazendo a curva

Estação de Trem de Belo Horizonte
Estação de Trem de Belo Horizonte

Praça da Liberdade, BH
Praça da Liberdade, BH

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17 Responses to “Viagem de Trem: Trem bão…”

  1. on 25 Jun 2009 at 2:21 am 1.valéria said …

    IRINEU NALIM,boa ortografia,argumentos,se mostra uma pessoa muito culta e de alto Á médio poder aquisitivo.porém infeliz.
    sou uma pequena empresária,posso viajar várias vezes ao mes se for preciso em voos de primeira classe.
    porém, quando era universitária, trabalhei muito com pesquisas de mercado.e viajei muito pelo brasil pela empresa, e desde que ”peguei” este trem. uma vez , á convite de uma amiga, me apaixonei.
    nada a ver com questões sociais ou econômicas.
    é simplesmente uma ”viagem” a outro mundo.
    que não o nosso. não vale a pena conhecer apenas lugares e pessoas m a r a v i l h o s a s .
    vemos isto a todo tempo.
    o legal é conhecer todo tipo de gente que são gente.curtir a natureza de uma forma ”natural”enfim, conhecer…….. vc decepcionou.
    espero que aprenda A SER FELIZ !!!! E NEM PENSE , SE NÃO CONHECE EM CONHECER OS MAIS BELOS LUGARES DO MUNDO, COMO AMAZONIA,lá tem hotéis de luxo.mas não vale a pena
    TEM QUE SENTIR A ESSÊNCIA. BJUS NO CORAÇÃO !!!!!!

  2. on 13 Jul 2009 at 3:01 pm 2.Ariane Lopes said …

    Diga me uma coisa: você se deu ao trabalho de fazer essa viagem de trem só pra depois falar mal dela? Jesus, como tem gente sem o que fazer no mundo!

    Aí gente, a viagem é maravilhosa. Vale a pena conferir!

  3. on 28 Jul 2009 at 9:04 am 3.Ademar Santos said …

    Foi por acaso que li esse texto. Achei maravilhoso, autentico e diferente, desde as dicas sobre a história dessa ferrovia, como descreve “foi o que restou no país” até suas observações que são pessoais e sugestivas no sentido de melhorias do serviço.
    Discordo das leitoras, pois parece que não entenderam a profundidade do texto que inclusive recomenda a viagem e não deveriam fazer julgamentos da pessoa, isso sim é “não ter o que fazer”.
    Qualquer site sério conta com Moderador para coibir ofensas desse tipo. Apenas uma observação “a empresária viajada” - não existe mais 1ª. Classe em viagens áreas, só econômica e executiva.
    Parabéns ao autor pela sensibilidade, observação e sua coragem de relatar o cotidiano de um dia de viagem nesse trem e por boas fotos. Alô CVRD acorda!

  4. on 28 Jul 2009 at 10:10 pm 4.Antonio said …

    Oi Ademar,

    Obrigado pelo seu comentário.

    Todos os comentários do site são lidos por nós e moderados. Com relação aos comentários acima, nós acreditamos que não houve ofensas, eles são a opinião do leitor e não necessariamente a do site.
    Todo administrador de site enfrenta o dilema entre moderar e censurar, acreditamos que caso não aprovassemos estes comentários estariamos censurando os nossos leitores.

    A matéria em questão, de um coloborador do site, foi publicada no site pois nós da administração do site gostamos muito da matéria e temos um carinho especial por esta viagem de trem de Belo Horizonte a Vitória. O texto de Irinue é realmente excelente.

    Atenciosamente,
    Antonio
    Equipe GuiaDoViajante.com

  5. on 29 Jul 2009 at 6:03 pm 5.Ademar Santos said …

    Sou estudante universitário em BH e essa ferrovia entrou em minha vida desde cedo como usuário e não como turista e pela primeira vez interessei-me em conhecer toda sua história cheia de muita reviravolta, depois que um colega deu a dica dessa matéria.
    Acho que o Sr. Irineu conseguiu captar muito bem o jeito de ser do mineiro de uma forma bem carinhosa. Imagino que sua intenção foi despertar às autoridades para esse meio de transportes que no Brasil está décadas atrasado e sucateado.
    Ser um turista uma vez na vida pode até ser pitoresco, mas para usuários rotineiros, o que ele relatou com excepcional inteligência é a mais pura verdade.
    Discordo totalmente de personalidades que se encobrem em pseudônimos e ficam na internet de madrugada para denegrir a imagem de uma pessoa que certamente não conhecem e que ofereceu essa colaboração espontânea. Por favor, forneçam suas experiências sem baixar o nível. Isso sim é UM SER INFELIZ E RECALCADO e que deveria antes voltar à escola para quem sabe um dia poder escrever corretamente, ser mais educado e não ficar congestionando a rede com lixo eletrônico, sem oferecer nenhuma contribuição positiva.

  6. on 31 Ago 2009 at 11:18 pm 6.Silvy said …

    Adorei o texto, concordo com o autor em número e grau, pensei estivesse lendo o que escrevi depois de uma viagem neste trem. E sim, eu poderia estar em um avião, mas resolvi fazer diferente, e tudo é exatamente como citado no texto, claro que a Vale poderia melhorar e muito os serviços ali oferecidos. Quanto a falta do que fazer, levei meu DVD portátil, muitos filmes, e quando não tinha o que ver, tive o que fazer, surpresa maior foi quando minha bateria depois de 6 horas de uso, acabou e a comissária/garçonete informou que tinha carregador no restaurante. Problema resolvido. E quem imagina que na Europa os trens são todos muito confortáveis, se enganam totalmente, uma vez troquei meu voo de Milão para Viareggio(Itália), e acreditam que os bancos nem mesmo davam uma leve recostada? Simplesmente duros, eretos e fui de executivo. E nem mesmo tinha meu DVD ali, o recurso foi pegar carona no MP4 do passageiro em frente(em frente mesmo).As poltronas eram de frente uma para outra. Assim quando cansava da paisagem, tinha a face do próximo para divertir. Porém valeu a experiência e faria todas de novo.
    Agora, alguém poderia me ajudar a identificar a localização de uma igreja bastante alta, ela esta do lado direito indo de BH para Vix, toda branca, entre dois morros, no meio da mata, o maquinista creio, informou que ficava na Antiga Rota do Café, ou Circuito do Café. Quero postar as fotos que fiz no Google, pois é uma região linda e ninguém ainda o fez, porém preciso da localização(hellllp)Estas fotos estão ja no Panorâmio, mas infelizmente sem a exata localização.
    Inclusive fiz outras fotos lindas, perto da região desta igreja. Se o Guia desejar, envio os originais com o maior prazer.
    Até mais.
    Abraços

  7. on 03 Out 2009 at 3:57 pm 7.Mariah said …

    Li tudo e todos.
    Apesar de trabalhar 40 horas, acho que não tenho mesmo o que fazer, porque tiro horas até de madrugada para ficar sabendo dos trens do meu país - este de Vitória a BH com trajeto e viagens de verdade, simplesmente me encantou.
    Vou fazer tudo para “enfrentar” as treze horas de trem: bom demais. E depois dou minha opinião pessoal.
    Parabéns pelos organizadores do site por aceitarem todas as opiniões. Com certeza, o julgamento do texto não cabe ao moderador ou censor. Mas ao leitor. E como leitora, quero saber todas as opiniões sobre um determinado assunto.
    Para mim, mesmo com uma ou outra exacerbação, todos os textos cumpriram a missão pelo que foram escritos: a de informar e com fatos novos e atraentes.
    Outra vez, parabéns. E obrigada.
    Meu programa para as próximas férias : se Deus quiser, conhecer o trem, BH, Vitória, o rio meio minguado, os morros pelados, a gente viajeira…

  8. on 17 Dez 2009 at 4:30 pm 8.Inês said …

    Gostei muito das dicas do Irineu. É melhor ir preparado para não se decepcionar depois.

  9. on 30 Dez 2009 at 10:58 am 9.joao said …

    Na europa, o transporte de passageiros por trem é comum… No brasil é considrado por muitos uma opção de turismo! Sou monlevadense e por muitas vezes tive a felicidade de usufruir das vantagens deste transporte.São novas amizades feitas em meio de muita descontração e alegria. Vale a pena conferir.

  10. on 02 Jan 2010 at 10:54 am 10.ilkeline said …

    Já viajei nesse trem várias vezes e quando levo meus filhos eles amam! É muito, muito bom!

  11. on 03 Jan 2010 at 10:05 am 11.joao said …

    silvy,

    Pela sua descrição, deve ser a matriz de São José Operário em joão monlevade.Se enviar a foto pelo email : josmartins52@hotmail.com, poderemos tirar esta dúvida.

  12. on 11 Jan 2010 at 4:47 pm 12.claudete ferraz said …

    gostaria de fazer esta viagem de vitoria a bh, mas nao estou conseguindo entrar em contato com os numeros de telefones que estao no site

    se alguem tiver algum contato que funcione por favor me fale…

    obrigado!

  13. on 21 Jan 2010 at 11:04 am 13.alberto said …

    queros viagem de trem

  14. on 07 Fev 2010 at 2:32 pm 14.Irineu said …

    Claudete, por favor, tente acessar:

    http://www.vale.com/vale/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=63

    E BOA VIAGEM!

  15. on 07 Fev 2010 at 2:36 pm 15.Irineu said …

    Em tempo: essas informações não estavam disponíves, qdo. fiz a viagem. Parece que a bronca funcionou. Vamos conferir os serviços.

  16. on 26 Abr 2010 at 3:35 pm 16.sebastião queiroz said …

    prezado Irineu,
    Gostaria de poder contar com o seu depoimento e demais materiais de registro dessa sua experiência, como contribuição ilustrativa em um vídeo que estarei realizando no corrente ano que vai dar conta da importancia da linha CARIACICA x BH. Nele exaltaremos não só o potencial turístico e economico da estrada, mas, como também e principalmente as mudanças provenientes dessa viagem na vida de algumas pessoas. O vídeo é resultado de um projeto cultural da lei João Bananeira-Cariacica-ES. Adorei o seu relato e mais ainda a reverberação dele entre os internautas.
    Nos será de grande valia citá-lo entre esses viajantes.
    Aguardo sua autorização para tanto.
    Sebastião Queiroz - Produtor Cultural Independente

  17. on 26 Mai 2010 at 9:33 pm 17.beto said …

    caro amigos,realmente o trem de passageiros vitoria minas,é cheio de desafios,primeiro pela variedade de cultura,quanto ao mineiro,com o capixaba,dois estados irmâos,pois o fluxo destes dois tipos de cultura se misturam em um.de cidades capixabas até as mineiras ,vemos todo tipo e pessoas,seres humanos humildes,po´rem guerreiros e trabalhadores,que usam este meio de transporte nâo por turismo ou vaidade,mas na maioria das vezes por necessidades,e o custo do transporte ,como a regiâo leste do estado de minas é bastante desenvolvida o povo usa este meio de tranporte,quanto ao lado capixaba estes seres humanos tambem o fazem por necessidades na maioria das vezes,dai fico pensando quando um turista desinformado vem usar este meio de tranporte e se faz varias creiticas.o povo que o usa diariamente se acostumou com o valor e preço das passagens,claro q podem melhorar e muito,mas podemos dizer com orgulho q este trem é único no Brasil,q faz uma viajem entre duas culturas.por isso uso o trem para turismo e estarei viajando dia 29/05/2010 com destino a belo horizonte,poderia ir de avião,pois temos preços promocionais no valor de 99 reais,sendo q as horas espostas dentro do vagao e o custo das despesas internas ultrapassam este valor,porém fica aqui um registro,o trem é pra quem gosta.abraços a todos,ja fiz e refiz esta viajem deste meus 07 anos,hoje tenho 46 anos.

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