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Cicloturismo em Visconde de Mauá


No inicio de setembro resolvi conhecer a região de Visconde de Mauá que fica entre os estados do RJ e MG. Uma linda região escondida entre os vales da Serra da Mantiqueira. Meu roteiro erá ir até a cidade de Resende de onibus e de lá seguir para Visconde de Mauá de bicicleta. Subindo toda a serra proxima a região da cidade de Penedo pedalando. Visconde de Mauá é distrito de Resende, A distância entre uma cidade e outra é de mais ou menos 40 km, uns 12 km são de subida de serra, alguns kms ao lado da rodovia Dutra (por uma ciclovia, que liga até a entrada da cidade de Penedo. Então não correria grandes riscos de atropelamento na estrada. Chegando a vila de Visconde de Maua, teria a escolha de me hospedar em uma das três vilas principais da região que além de Visconde de Mauá, tem a Vila de Maringa e a Vila da Maromba. Maringá fica a 5 km de Visconde de Maua, e Maromba fica a 4 km de Maringa. A região é muito bonita com muitas estradinhas de terra, ideal para serem percorridas de bicicleta, apesar da região ser montanhosa, entre as vilas não hà grandes montanhas, e a estrada principal, é sempre as margens de um rio que corta toda a região.

Cheguei na Rodoviaria de Resende em um onibus vindo de São paulo, por volta das 10:30 da manhã, não tive dificuldades em levar a bicicleta montada, com alforge e tudo no bagageiro do onbus. Sai pedalando em direção a cidade de penedo, nesse trecho peguei uma marginal com ciclovia ao lado da via Dutra. Trecho bem plano, mas com nada de sombra, eu com equipamentos de camping estava com a bike pesada, mas deu para ir tranquilo, Proximo a Penedo tem posto de gasolina onde foi possivel parar para abastecer com água. depois a estrada fica sem acostamento mas o transito para a região de Visconde de Mauá fica mais tranquila. ai ja tem alguns sobes e desces, e passa por algumas estradas que leva a outras vilas antes de chegar o trecho de serra que hoje em dia esta praticamente todo asfaltado. A um km antes da subida da serra tem uma vila onde tem uma lanchonete, onde foi parada obrigatoria para comer e tomar um suco, depois a serra surgiu na minha frente, com subidas ingrimes e muitas curvas, sem acostamento, mas não achei perigosa, pois pucos carros passavam e sempre em velocidade baixa, (devido as curvas fechadas, é praticamente impossivel passar dos 50 km por hora na serra). Além da velocidade baixa, com o silencio da estrada era facil escutar quando vinha carro, ai era só ficar bem no canto da estrada.


Subida da serra

A subida é imensa, e muitos trechos são bastante ingrimes, ia subindo, subindo, e a paisagem ficava cada vez mais bonita, era possivel ver toda cidade de Resende e também de Itatiaia ali de cima da serra. Passei por mais uma lanchonete a beira da estrada, e continuei subindo a serra, alguns paraglider sobrevoavam a serra. fui subindo e me cansando a cada kilometro. Passei pelo pessoal que estava trabalhando no asfaltamento da estrada, e também encontrei outros ciclistas descendo a serra, por volta das 4 horas da tarde cheguei ao topo e bastante cansado, comemorei bastante a minha chegada no topo da serra e vi lá de cima a vila de Visconde de Mauá e a deliciosa descida que me aguardava. A descida foi tranquila pois o asfalto é novo.


No topo da serra, foto da região de Visconde de Mauá

Pedalei até a vila de Maringa onde meu amigo cicloturista Eliseu Stefani estava me esperando em um camping. O Eliseu ja estava na estrada a uma semana, saiu de bicicleta da cidade de Caxambu MG e veio por estradas de terra alternativas até Visconde de Mauá.
Ao chegar montei a barraca e tomei um merecido banho, de noite caminhamos pela charmosa vila de Maringa onde jantamos em um restaurante, já com um mapa da região na mão estudamos o roteiro da região para o dia seguinte.


Pedalando pelo vale do Alcantilado

Na manhã do domingo resolvemos explorar a região do vale do alcantilado, um lugar com belas paisagens, algumas pousadas e algumas cachoeiras. por lá também se encontra o museu das 2 rodas. Um passeio não muito longo, mais ou menos uns 20 kms de ida e volta. antes de sair da vila de Maringa paramos em um mercado e fizemos uma pequena compra para fazermos um lanche na estrada. Todas as estradas pela região são de terra, e no inicio de setembro estava havendo uma grande estiagem, o que incomodava era a poeira que levantava quando os carros passavam, por sorte eram poucos carros, mas se fosse em um feriadão prolongado com certeza muitos carros iriam passar e a poeira incomodar bem mais.
No vale do Alcantilado, visitamos a cachoeira das Antas, onde foi possivel dar um mergulho. Tem também a cacoeira do Alcantilado que fica em uma propriedade particular, nos acabamos não visitando. Mas todo o rolé valeu a pena, por esta região, pois além de cachoeiras tem vários vales e visual lindo, alem de estradas gostosas para pedalar, com subidas e descidas, mas nada muito forte, dando pra pedalar sem se cansar muito e curtir um pedal delicioso. Na volta ganhamos o dia, em uma casa no meio da estradinha, uma senhora faz um delicioso almoço e cobra um preço barato, (10 reais), nada como comer na casa de uma moradora, conversar e conhecer a historia da região, e contribuir com o turismo sustentável local esta região do Alcantilado faz parte do estado de Minas Gerais, a senhora da casa que nos atendeu muito bem, que disse, aqui é Minas Gerais, eu sou mineira UAI.

Poço das Antas

Por volta das 4:30 da tarde estavamos de volta, voltamos por uma boa parte do caminho por uma estrada diferente da qual fomos para o Alcantilado.
De noite devido ao ótimo almoço, apenas comemos um lanche no centrinho da vila, que por ser domingo, ja estava com movimento bem menor de turistas.

Na segunda feira, foi outro dia ensolarado, que aproveitamos para sair cedo e conhecer a região da Santa Clara e também a cachoeira do Santuario, nesta manhã passamos por 3 cachoeiras, um pedal muito gostoso também, mas com bem mais subidas principalmente para chegar na cachoeira do Santuario. Conhcemos as cachoeiras da Toca da Raposa, da Santa Clara e do Santuario.

Cachoeira da Santa Clara


A caminho da cachoeira Toca da Raposa

No periodo da tarde desmontamos acampamento, e arrumamos os alforges da bicicleta, agora idiamos até a vila de Maromba e acampar por ali, pedalamos uns 3 km até chegarmos do camping onde estavamos até a vila, ainda com as bikes cheias de bagagem, fomos até a conhecida cachoeira do escorrega, cartão postal da região, e passamos também pelo poção da Maromba. A cachoeira do escorrega fica a 3 km do centro da vila de Maromba, e tem algumas subidas para chegar nela. Depois do Eliseu se divertir que nem criança descendo no escorregador que é muito perfeito varias e varias vezes, voltamos ao centro da vila de maromba e ficamos em um camping. De noite por ser uma segunda feira e praticamente não ter turistas na vila, acabamos ficando sem janta, apenas comemos umas bobagens e tomamos umas cervejas.


Indo do camping de Maringa para Maromba

Na terça feira, apenas caminhamos pela região, aproveitamos para curtir o poção e dar um mergulho de uma pedra, são 7 metros de altura, a adrenalina vai a mil na hora que voce despenca lá de cima. Fomos ao escorregador, e descemos na pedra, olhando parece ser perigoso, mas depois que você desce uma vez, quer decer muitas outras. Conhecemos também a cachoeira Véu da Noiva, esta cachoeira fica escondida na mata fechada, mas é bem bonita. Na volta jantamos e fomos dormir cedo, pois alem de não ter muito o que fazer na vila, no dia seguinte iriamos em bora pedalando passando pela região da pedra selada.


Poço da Maromba

Na quarta feira, acordamos cedo e desmontamos as coisas, o céu ainda era azul, mas tinha algumas nuvens e um vento que parecia trazer chuvas. Voltamos oda a estrada, passando pela vila de Maringa e chegando em Visconde de Mauá. Em maua, comemos em uma padaria e pegamos dicas com moradores locais, sobre a pedra Selada, falaram que era possivel acampar em um sitio no pé do morro, e que valia muito subir até seu topo.

Deixando a Vila de Maringa

Saimos da vila de Maua, e a estrada sempre acompanhava o rio, isso significa, que a estrada era bem plana. A chuva parecia ser inevitavel, compramos mantimentos e ja imaginavamos acampar proximo a pedra, pedalamos tranquilos e depois de passar por varios vilarejos chegamos na estrada que levava ao pé da pedra selada. quando chegamos no sitio, encontramos turistas que haviam descido a pedra e nos falaram que não sabiam se era possivel acampar ali, e o dono da casa local havia saido. Nós ficamos um bom tempo ali esperando, o céu ficou preto e nada do dono do sitio chegar. Dai pensamos que não seria possivel subir na pedra com aquele tempo, e que no outro dia provavelmente iria chover. Na duvida de ficar ali esperando e ainda nem saber se iriam autorizar nosso acampamento, acabamos desistindo da ideia de ficar ali, acabamos seguindo viagem, e desceriamos a serra pela Serra do M, e chegariamos bem no centro de Resende. Foi o que fizemos, passamos por um distrito de Resende, pegamos chuva nas estradas, e pegamos 20 km de estrada asfaltada sem carros até a cidade, pedalamos por uma hora no escuro, chegamos na rodoviaria as 6:55 da tarde, o onibus saia as 7:00 horas demos sorte. Entramos no onibus sujos, molhados e fedidos, por sorte o onibus estava vazio. Três horas depois estavamos em SP. e dai pegamos mais um onibus eu fui pra Jundiai e o Eliseu para Campinas.


A caminho da pedra Selada


Inicio da descida da serra do M

A viagem foi curta, mas valeu a pena ter conhecido a região de Visconde de Maua, de bicicleta, são muitas estradas ótimas para pedalar, muitos vales, montanhas e cachoeiras para conhecer. Recomendo este passeio a todos os amantes da natureza e pedaladas. Mesmo que você vá de carro para Visconde de Maua, vale a pena levar a bike para passear nas estradas de terra da região.

Veja mais dicas e fotos de Visconde de Mauá

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10 Respostas para " Cicloturismo em Visconde de Mauá "

  1. #1 - Turquezza says:

    Fiz o passeio com vocês rsrs
    Só conheço Itatiaia, mas tenho amigos que acamparam em Maromba. Lugar lindo mesmo.
    Qual é a próxima? rsrs

  2. O ciclismo é uma atiovodade mágica! Terapêutica, nos alivia das tensões da vida e nos permite mergulhar na paisagem e relaxar deslizando nas pistas. Que delícia pedalar numa estradinha de terra ou numa BR. Uma bênção de Deus que nos aproxima da Paz…

  3. #3 - Luiz Sant'Ana says:

    Parabéns pelo seu trabalho em divulgar passeio tão lindo.
    Obrigado.
    Luiz Sant’Ana
    Americana – SP

  4. #4 - José Fcº Silvestre says:

    Caro Lyrio: Parabéns a você pela disposição de fazer esses circuitos de cicloturismo nessa região fluminense. Ainda ñ aposentei – e se depender só de mim, quero ir até saempre – e gostaria de fazer como você. Pegar minha bike e cair na estrada. A propósito, eu não vou a lugar NENHUM sem a minha. Estando de carro, lá está ela no porta-bike, pendurado na traseira. Tenho um problema de marcha, por conta da coluna vertebral. Dessa forma, a bicicleta é a minha “bengala”, digamos. Muito além disso, como falei num comentário anterior, o ciclismo é tarapêutico, é remédio prá muitos sofrimentos uma vez que funciona lindamente na área emocional. Nos faz meditar e sublimar os problemas, trazendo paz e “relax”, naturalmente. Graças a Deus!. Muita SAÚDE prá vc e muita pista de terra e asfalto meu caro!!! zefranciscobatera@hotmail.com

  5. #5 - Conceição says:

    Adorei retornar a Visconde de Mauá através do seu relato, estive lá faz tempo, me trouxeram boas recordações… Realmente essa região é encantadora, pretendo voltar o mais breve possível. Obigada pelas dicas.Boas viagens!!!

  6. #6 - Elisângela says:

    Seu passeio foi muito inspirador, já estive nesta região, mas não desta forma, vou experimentar com certeza.

    Nunca fiz nenhum passeio como este, você poderia dar algumas dicas para iniciantes, moro em SP na Capital?

  7. #7 - ana lucia nicolau says:

    nossa! que “aventura” gostosa….realmente, lindos lugares….

  8. #8 - Guilherme says:

    Olá,
    Adorei o relato e a aventura. Estou indo agora no carnval, pretendo fazer “Penedo – Mauá” no primeiro dia e no dia seguinte as “3 cachoeiras”! Obrigado pela dica!!!

  9. #9 - Louis C. Medeiros says:

    Cara! Você só pegou caminho legal, conheço eles, moro em Resende sou aposentado e designer gráfico freelancer, pedalo naquela serra em média 3 vezes por semana e cada dia é diferente, as vezes encontro um esquilo, gavião etc. e dificilmente não cruzo ou sou alcançado por outro ciclista

  10. #10 - Erilaine Pimenta says:

    Uauu!!Que legal ver outro Jundiaiense amante de Mauá como nós…kkk!!Vamos pra lá pela terceira vez este ano e nunca me canso…vamos ver se conseguimos ter o fôlego de vocês e fazer este percurso!Ecoturismo é a melhor e mais gratificante viagem…!!!abraços

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